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A Lança do Deserto – Peter V. Brett

Posted by ALuCaRD Etiquetas: , ,

Tenho que admitir que estamos bastante mal, não colocamos nada neste Blog há algum tempo. Às vezes por falta de tempo e outras vezes por preguiça. Talvez o nome faz jus aos acontecimentos? 
Seja como for, apesar de não ter actualizações não quer dizer que parámos este vício, portanto mãos à obra!

Este livro a enterrar faz parte do segundo volume de uma Trilogia. É um tipo de High Fantasy, mas que nos trás muitas novidades, para não ser sempre o anão, o elfo e o humano.
Nesta história a noite pertence aos demónios, estes materializam com a escuridão e caçam a população, apesar da força destes demónios a humanidade tem a protecção das guardas de poder. Mas estas guardas apenas servem para manter os demónios à distância e as lendas falam de um Libertador, este Libertador trás as guardas de combate e é a única salvação para o homem.
O autor diz que teve uma dieta de “Dungeons and Dragons” e de outros livros de fantasia até escrever estes livros. Realmente faz todo o sentido, espero que mais escritores tenham esta ideia!
No primeiro volume apesar de a história se centrar em três personagens, no segundo temos uma nova visão, sobre acontecimentos decorridos durante o primeiro volume no entanto nada é “repetido”, e acontecimentos posteriores ao final do primeiro volume, Peter V. Brett consegue realmente juntar muito bem toda a história. Acabamos por nos perguntar se a personagem que não gostávamos no primeiro volume afinal é tão má assim.
Gostei bastante do primeiro volume e ainda mais do segundo. Temos história e acção na dose certa. Fico à espera do último volume pois ainda há tanta coisa por explicar e para acontecer.
Nota: 8/10

O Estranho Caso de Benjamin Button - F. Scott Fitzgerald

Posted by Maharet Etiquetas: , , , , , ,

                                                                                   

Como já tinha referido, adquiri este livro na Colecção da Visão, li apenas o conto do Benjamin Button, e posso dizer que se trata de um dos raros casos em que, na minha opinião, o filme supera o livro, ou neste caso, o conto.


O conto é muito pequeno, baseia-se na ideia de um homem que nasce velho e vai ficando mais novo à medida que o tempo vai passando. A ideia é genial, mas penso que uma ideia como esta poderia ser melhor aproveitada, o que acabou por acontecer no filme de David Fincher, que pega na fórmula central e em alguns elementos chave do conto, e os transforma numa história de amor lindissíma. O estilo de humor é transversal às duas vertentes desta obra, sendo central enquanto elemento cativante do leitor/espectador.

Apesar do conto ter desiludido um pouco, a ideia não deixa de ser fantástica, principalmente se tivermos em conta que foi publicado pela primeira vez em 1922, e como tal não vou ser demasiado forreta com a avaliação.

Nota: 7/10.

Hex Hall – Rachel Hawkins

Posted by Maharet Etiquetas: , , ,

Comprei este livro há umas semanas para oferecer no Natal, e quando cheguei a casa coloquei-o numa pilha juntamente com os restantes 12 que comprei nesse mesmo dia, também para oferecer. Trata-se de um livro virado para um público adolescente, e como tal não tinha ponderado a hipótese de o adquirir, no entanto, tinha terminado o Valete de Copas e Dama de Espadas, e este, sabe-se lá porquê, piscou-me o olho lá do meio daquela fantástica pilha. Li o primeiro capítulo em pé, apenas para me inteirar um pouco mais da história, e a partir daí comecei a lê-lo sem admitir totalmente que o estava a LER no real sentido da palavra.

Acabou por ser um guilty pleasure, que me soube mesmo bem após a obscuridade e tristeza que envolviam o último livro que li. Trata-se de uma leitura muito leve, completamente direcionada para um público mais jovem, essencialmente feminino, com uma escrita extremamente simples pautada por expressões muito pouco formais, e uma história que não traz nada de novo, muito ao jeito da nova fantasia infanto-juvenil, com uma bruxa adolescente como protagonista, e várias figuras mitológicas de diferentes origens a povoar o cenário. A pouca originalidade foi compensada pelo sentido de humor e sarcasmo emprestados por Rachel Hawkins à sua personagem principal, que me proporcionaram alguns momentos de diversão.

Sem dúvida que recomendo para um público mais jovem, ou alguém que goste de fantasia e precise urgentemente de ler algo simples, fácil e divertido. Não penso comprar o próximo livro da saga, mas se um dia estiver a vaguear pela fnac, entediada, enquanto espero por alguém, e a continuação desta história me sorrir da estante das “Novidades”, não direi que não à possibilidade de ler mais uns quantos capítulos em pé.

Nota: 5/10.

Eu Sou a Lenda - Richard Matheson

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Fiz uma pequena batota, durante a semana passada esqueci-me do “Valete de Copas e Dama de Espadas” no escritório, e quando cheguei a casa o “Eu Sou a Lenda” que tinha adquirido juntamente com a Visão na semana anterior, piscou-me o olho, e li umas páginas. Prendeu-me de tal forma, que não voltei a pegar no livro da Joanne Harris enquanto não terminei o outro (o que para dizer a verdade aconteceu em dois dias, pois o livro é muito pequeno).
A história prende e a leitura é bastante rápida, visto o livro ter alguma acção e uma escrita muito leve, por outro lado a própria escrita assume uma forma que, a meu ver, é demasiado simples, o que me costuma “irritar” um pouco, contudo neste livro acabou por não ter um impacto negactivo tão grande, talvez porque apesar de simples, a linguagem utilizada não é infantil, não ofendendo o intelecto do leitor, é apenas direccionada ao objectivo não se perdendo em floreados (algo que me faz alguma falta). O que não me agradou foram os erros de tradução/impressão encontrados sobretudo no início do livro, no entanto foi algo que foi sendo cada vez mais raro ao longo do mesmo, ou talvez tenha sido eu que me embrenhei na história alheando-me da forma que a envolvia.
Já tinha visto o último filme baseado nesta obra, do qual gostei bastante, apesar do aparato “hollywoodesco” que o caratcteriza. O Will Smith encarna na perfeição o último homem na Terra, com todos os conflitos interiores, angústias e humor demente que daí advêm, apesar de ter muito pouco do loiro caucasiano que é descrito por Richard Matheson. Porém, penso que estas duas reflexões do mesmo conteúdo deverão ser analisadas como independentes, de tão diferentes que acabam por ser. Vi o filme duas vezes, sendo que em cada uma delas foi-me apresentado um final diferente, e garanto que nenhum se compara ao do livro, que é sem dúvida o ponto alto deste, pelas questões sociais e humanas que levanta.
Não o recomendaria a pessoas que não gostem do género horror/ fantasia (apesar de não considerar que o livro se resuma a isso), não o aconselhando, portanto, à Gena ou à Di, mas sem dúviva que o Alucard saberia apreciar esta história.


Nota: 7/10.